COM MUITO ORGULHO APRESENTAMOS OS PARTICIPANTES DA SELETA “AI QUE SAUDADES QUE EU TENHO!…”

COM MUITO ORGULHO APRESENTAMOS OS PARTICIPANTES DA SELETA “AI QUE SAUDADES QUE EU TENHO!…”

Francisca Paula Toledo Monteiro, Pedagoga, Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP; Psicanalista; Professora na Divisão de Educação Infantil e Complementar da UNICAMP/PRODECAD; Professora e palestrante em cursos de Formação de Professores em Educação Inclusiva e Alfabetização; e na Pós Graduação no IASP/Hortolândia, nos cursos de Psicopedagogia,  Alfabetização e Docência em Educação Infantil; Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais/Campus Poços de Caldas. Email: franpmonteiro@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

Rosalvo Abreu, 53 anos, poeta baiano, médico, nascido em Nova-Canaã. Atualmente mora em Salvador-BA. Escreve desde a adolescência, publica no site Recanto da Letras e no Vozes da Imaginação. Mantém suas publicações, também, no facebook/desmelodiapoetica/ e em 2015 publicou seu primeiro livro: Desmelodia Poética. Contato: rosalvoabreu@hotmail.com

 

NOVA SELETA “AI QUE SAUDADES QUE EU TENHO!…”

 

 

 

Não tenho nenhum pejo  em afirmar que  os nossos leitores convidados e selecionados  escreveram os mais belos poemas e textos memorialistas já impressos numa obra brasileira.

Agora que,muito cuidadosamente estamos fechando a Seleta “AI QUE SAUDADES QUE EU TENHO!” sinto-me orgulhosa dessas escolhas que fizemos e da  participação dos nossos autores convidados.Cada um deles deu o melhor de si mesmo ,as palavras fluíram docemente para o papel e poderão ser saboreadas por brasileiros e estrangeiros dos mais vastos rincões desse planeta.

Reunindo uma equipe de alta qualidade ,também,na área de serviços tais como revisão,capa e diagramação, poderemos apresentar esse livro ao mundo ,orgulhosos do nosso trabalho e da qualidade dos  autores participantes e da equipe que ajudou a criar essa obra  que enriquece a nossa Literatura,desnudando almas  e voltando atrás no passado de cada um ,passado esse ,responsável pelos trabalhos desses  cidadãos que hoje narram suas experiências infantis   vivenciadas nos mais longínquos rincões deste Brasil,de tantas diversidades.

Lamentei a ausência de brasileiros de alguns  estados  que por algum motivo não puderam aceitar nosso convite.Seria bom tê-los todos aqui do Oiapoque ao Chuí,narrando,com amor brincadeiras infantis  nas areias e serras da nossa terra,seja nas tardes fagueiras  debaixo dos laranjais como queria o poeta homenageado ,Casimiro de Abreu,ou nas manhãs cheias de sol  ou noites plenas de luar.

Meu agradecimento sincero a todos com a certeza de que fizemos o melhor  e que um pouco de nós,dos nossos,das nossas famílias estarão impressos para sempre nos nossos corações.

Per omnia seculum seculorum.

 

A SAGA DAS EDIÇÕES DE LIVROS NO BRASIL

A SAGA DAS EDIÇÕES DE LIVROS NO BRASIL

Baseada apenas nas minhas experiências como pequena editora desde 2011 e nas muitas leituras que faço sobre o assunto, ouso comentar  “en passant” , sobre o mercado editorial brasileiro do modo que o vejo e participo dele.

Criei uma minúscula editora com o intuito de publicar apenas meus livros, mas nestes poucos anos, acabei publicando a duras penas quase  250 livros além dos meus, quatro Seletas e a iniciante revista literária “Beco das Palavras”, esta bancada exclusivamente com recursos próprios sem patrocínio, seja empresarial ou governamental.

Amigos insinuaram que se eu vivesse num país civilizado que desse valor ao trabalho que se faz para divulgar a cultura eu estaria coberta de prêmios, honrarias e citações. Não os procuro nem os quero. Como diria o Jânio Quadros, “fi-lo porque qui-lo” e porque amo e acredito no que faço. Banco viagens á Europa para levar Seletas e assim divulgar novos autores. Banco uma revista pelos mesmos motivos e procuro fazer bons livros a um baixo custo porque, como escritora, conheço a via crucis da publicação de livros no nosso país.

Ontem, assistindo ao Globo News Literatura, um excelente programa onde está reinando “cum lauda” o jornalista Claufe Rodrigues, velho conhecido de festas literárias que comparecemos como convidados, pude constatar que as editoras brasileiras vivem das verbas governamentais para a compra de livros didáticos ou não, e o que arrebanham no mercado é muito pouco para mantê-las. Daí a verdadeira e suja guerra travada pelas grandes editoras para conseguir entrar e ganhar as licitações, onde rolam desde grossas propinas a até ameaças de morte, como me contaram algumas pessoas prejudicadas. Olha, se um dia for feita a CPI do livro didático, a Lava – Jato seria disputa de comadres. Os bons profissionais de livros são caros, as gráficas também, a distribuição fica com 60% do preço de capa, as livrarias com 50%, ainda temos os gastos com transportes e o pagamento do preço de capa ao autor que fica em torno de 2 a 8%, um nada, se contabilizarmos o trabalho de escrever e pagar a publicação como faz a maioria nas editoras que, como a nossa, trabalha sob demanda.

Neste caso, a nossa editora, a Pimenta Malagueta, fica com 10% do valor pago pelo autor, para cobrir nossos custos com impostos, transportes, divulgação (que fazemos através das redes sociais, blogs, revista e seletas), funcionários e despesas correntes como luz, telefone, água etc. Felizmente, com sede própria não pagamos aluguel.

Como disse um bambamban da área editorial: “o que prejudica os editores não é a concorrência, nem os bestsellers americanos que povoam as livrarias em detrimento dos nossos títulos, mas, principalmente as novas tecnologias, os livros digitais, os games, ou seja, a grande quantidade de novas experiências muito mais atrativas que o livro tradicional que conhecemos e amamos”.

Deveriam, segundo ele, os editores se unirem em vez de se devorarem entre si e procurar baixar os custos dos livros (ontem, quase infarto quando recebi os orçamentos gráficos que pedimos em 2016, que variam, pasmem, de R$7000.00 a R$28.000, num livro simples ou com algumas gravuras coloridas, o que encarece por demais o livro.

Leve em consideração, querido leitor, o fato de todos hoje quererem escrever e publicar, sem ter nenhum conhecimento de como funciona a edição de um livro, achando que um texto diagramado pode ser mudado a seu bel prazer sem que o diagramador cobre novamente pelo serviço ou que uma capa já escolhida e paga possa ser modificada “n” vezes, dependendo do humor com o qual o autor levante e que não precisaria pagar mais por isto.

O editor, um mero link entre o autor e os serviços costuma ficar doido com estas exigências que são geradas pela desinformação dos novos autores e o desconhecimento completo de como funciona a elaboração de um livro.

É duro, mas, verdadeiro. E creio que precisava ser falado, esclarecido e divulgado todos estes detalhes.

Tenho dito! E, aguardo os comentários que, certamente me ajudarão a enriquecer este e outros textos que virão sobre tão importante assunto.